Há uma linha, uma ténue e fina linha que separa aquilo que sentimos daquilo que é a nossa céptica e monótona realidade. Essa linha é um tracejado muito fino, muito espaçada entre cada traço e cada espaço é uma porta de abertura que nos grita para avançar e sermos crianças de sentir. É um espaço em que são permitidas todas as explosões de sentimento que por vezes são tão fortes e muitas vezes as escondemos naquilo parece ser uma auto-prisão de cada pessoa na sua realidade céptica da vida. A alegria está mesmo nestes espaços e por vezes temos de saber que cair neles é uma conquista muito maior do que a segurança da nossa pacata e recatada realidade. Ser tendencialmente fechado e reservado pode até ser uma consequência do passado, mas a vida não é estanque e eu costumo acreditar que mais tarde ou mais cedo vai aparecer sempre algo maior, melhor e mais forte do que as grades que separam a racionalidade da vontade de rebentarmos todas as nossas costuras de meninos bem comportados e sermos apenas ávidos loucos em que a satisfação é tanto maior quanto a nossa loucura! Sejamos loucos, Sejamos livres!
Passou a existir um espaço