O vazio que abana as mãos, não é mais do que a pureza de um homem que se vê separado de tudo e apenas parece um anjo que a natureza mãe do nosso corpo obrigou-o a ser. Tão rico parece aquele homem que já está isolado do mundo pela bolha de doenças que o deixam incontactável ao mundo exterior ao seu corpo. Tão puro parece aquele rosto velho e de cabelos brancos e despenteados que passa as tardes no calor do rés-do-chão da sua antiga casa. Puro na sua inocência numa tentativa de balbucioar que não ouve nem vê. Tão puro é o homem reduzido ao zero do cérebro racional. Parece que nada de mal existe naquele homem que quando se despede junta as mãos em forma de agradecer e depois as abana para aqueles que saem. Se não fosse a doença tudo isto era bom de ver...
Passou a existir o puro através do obscuro demencial
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