When you have got cancer you just have two ways to lead with it. You can leave it as a party lover or as a fighter.
There it is again
quarta-feira, 31 de dezembro de 2014
segunda-feira, 7 de julho de 2014
Encurralado
Porque não mostrar o meu ego, o meu eu? Porque esta maquininha mental por detrás do ego está a pedir a sua atenção mais do que nunca. Pede que saia do desequilíbrio, da corda, do caminho que nos faz sentir vivos e capazes de nos dar. Pede, e quando não consegue obriga o ego a fazê-lo. E agora, agora faz-lo com uma facilidade patológica, porque o ego também já perdeu a sua vontade de ser um explorador de vida. Perdeu a vontade e a maquina mental aproveitou enquanto o ego entrou em coma para construir muros largos, altos e sem frinchas para o qual não haja nem uma nesga de esperança em qualquer tipo de mudança. E a alma comandada por esse centro mecânico e mental até se sente bem, sente-se segura por ninguém a magoar. Na verdade, talvez nunca tivesse tantas certezas como hoje, nem tanto pragmatismo no seu quotidiano detalhadamente planeado.
O Ego despertou e agora alguém que o ature! A alma atura! É obrigada a isso porque sente os abalos dentro de si por ele provocados. Está encurralado nas paredes que a maquinaria mental criou, e vai aumentando o seu desespero por conseguir espreitar entre as pedras do muro. Espera, desespera, ora e chora para que algum dia alguma força anormalmente forte consiga quebrar as paredes e ele possa voltar a caminhar na corda bamba da vida, atravessando os desafiantes penhascos.
Passou a existir o ego encurralado
quarta-feira, 21 de maio de 2014
Pessoas que mantemos na estante
Gostamos de tudo! Gostamos de tudo e do nada! Gostamos de gostar quando gostar é bom e deixá-mos do fazer quando outra balela efémera nos capta o olhar de pateta alegre. Mas só nos roubam o que afinal não era assim tão importante para nós. Trocam-se musicas favoritas, livros favoritos e até pessoas "favoritas". Que afinal, tal como as musicas e livros que eram favoritos, não passavam de um bem que julgavam ser seu e lhes trazia alegria com a sua companhia. Más há musicas e livros que nós não trocamos! E por muito que às vezes custe acreditar também há pessoas assim. Pessoas que por nos identificarmos tanto com elas não são efémeras! Pessoas que por muito tempo que passe vamos sempre querer reler a sua história e reouvir a sua musica melancólica, ou a sua balada mais animada de uma festa de verão. Iremos ter o prazer de ao longo dos anos olhá-la na estante do nosso corpo e vê-la acumular um pó que cresce com a estima e carinho que temos por ela. Tal como aquele livro que tanto gostámos e continua a ganhar camadas e camadas de pó. Tal como um clássico, estas pessoas nunca passam de moda, pois para mim estas pessoas são como aquelas musicas que tenho a certeza que vão continuar a dar-me prazer de as ouvir. Mesmo que passe um longo tempo desde a última vez que pegara nestas pessoas para lê-las, irão trazer-me sempre uma alegria ímpar por terem passagens tão belas e simples quanto reconfortantes o são. Por tudo isto, estas pessoas acompanharão todas as minhas viagens. Pois quero guardá-las bem, para que possa pegar nelas sempre que quiser e com o passar da minha mão limpar-lhes a capa e voltar a ler a sua história.
Quero ouvi-las e lê-las até que o pulso pare e se crie o vácuo celestial onde mais nenhum som se propaga.
Passou a existir o que jamais deixará do fazer!
terça-feira, 4 de março de 2014
Me, you, a candle and a bottle of red wine
Os medos e inseguranças fogem quando a sua melhor companhia está por perto. O conforto e bem-estar da sua simples e alegre presença fazem dele uma pessoa melhor. Mais confiante de si mesmo. Ele nunca duvida que gosta dela, e do quanto gosta dela. Ele apenas tem medo de si. Da sua fraqueza, da sua falta de capacidade para corresponder. Para que a sua companhia nunca se canse dele e ele passe a usar apenas a primeira pessoa do singular. Ele não tem medo de ser um só no meio da sua vida, ele tem medo é de perder o que de melhor encontrou. Um Nós que o faz sentir um EU que nunca foi melhor! Porque não há nada melhor do que gostar e ser gostado tendo todos os pré-requisitos para uma relação saudável (confiança, entendimento e compreensão)e ainda puderem ser selvagens crianças um com o outro. Selvagens porque não medem os seus limites. Não que sejam daqueles casais que trepam paredes em público. Eles apenas são selvagens porque brincam com tudo e com nada e fazem-se rir sem qualquer pudor. Como duas crianças sujas que brincam na terra e com um sorriso onde não há espaço para mais uma grama de alegria. E É ISTO QUE TORNA ESTES DOIS TÃO ESPECIAIS! Um complemento perfeito que depois de se conhecerem só estão em desequilíbrio na ausência do outro.
Se tivesse de resumir a união deles resumia como uma noite que viveram. Apenas os dois, a vela e uma garrafa de "red wine". Um ambiente quente do calor que se via nos olhos pela ligação deles. Ligação forte, inquebrável e rodeada de amor, como uma chama. E aquele ar carregado de paixão latente como o gosto de um vinho encorpado que nos enche a boca de prazer.
Passou a existir, mais um pedaço de nós!
sexta-feira, 31 de janeiro de 2014
As melhores Top Model
As melhores Top Model são aquelas que são top model da boa disposição e que nos dão uma tesão de alegria só de tanto rir! Mulheres bonitas há aos pontapés mas não há quem viva unicamente da contemplação de um corpo. Mas mulheres de boa personalidade, de serem bons seres com a vida, com o mundo e com tudo o que as rodeia, essas sim, essas são dotadas de um corpo esbelto de personalidade.
Por isso, as top são as que mais importam.
Passou a existir o sexy interior.
Comboio
Este comboio vivo é qualquer pessoa que embora corra sobre as mesmas linhas traça caminhos diferentes a cada dia. Porque ontem os túneis foram mais breves e o Sol era uma morrinha na nossa cabeça. Porque hoje andamos sob enormes túneis para nos protegermos das tristezas que nos deixam encharcados em lágrimas.
Cabe a mim escolher as linhas que me levem ao melhor apeadeiro.
Entre um túnel e outro corre-me num ápice pedaços de memória que embora aleatórios fazem todo o sentido neste comboio que não faz uma vida, apenas ouve e regista nas linhas as vidas que por ele passam todo o dia.
Passou a existir o o poder de escolher a linha
Rascunhos
Quem satisfaz o seu coração com pouco, vive muito. Vive muito mais do vazio e do silêncio, porque sabe contemplar o nada que tem.
A novidade está para os sempre insatisfeitos como o oxigénio para os que vivem. Apenas vivem com...
Sou um rio que lava a terra e não um que corroi as suas margens. Dêem-me água e serei vivo aos olhos de todos.
A novidade está para os sempre insatisfeitos como o oxigénio para os que vivem. Apenas vivem com...
Sou um rio que lava a terra e não um que corroi as suas margens. Dêem-me água e serei vivo aos olhos de todos.
Ser EU
Oh amor. Oh carinho. Oh triste saudade. Oh tempo que passas sem dó nem piedade.
Por favor, parai. Regressai dessa corrida desenfreada e façam-me fazer. Fazer ser. Fazer sentido. Ser Eu e não me julgar mesmo sem ver, ouvir ou sequer pressentir.
Oh, façam-me ser!
Ser Eu e não olhar a pessoas medos ou simples anseios.
Ser Eu sem medo do meu inconsciente. Ser Eu e crescer sem medo de mim,
Passou a existir a alucinação de mim
Por favor, parai. Regressai dessa corrida desenfreada e façam-me fazer. Fazer ser. Fazer sentido. Ser Eu e não me julgar mesmo sem ver, ouvir ou sequer pressentir.
Oh, façam-me ser!
Ser Eu e não olhar a pessoas medos ou simples anseios.
Ser Eu sem medo do meu inconsciente. Ser Eu e crescer sem medo de mim,
Passou a existir a alucinação de mim
Talvez
Talvez não saibamos o que somos
Talvez sejamos poetas que não rimam
Talvez sejamos pilotos sem carros
Talvez caminhemos o mesmo caminho
Talvez nos encontremos no mesmo desconhecido
Talvez seja certo.
Passou a existir uma dúvida
sábado, 18 de janeiro de 2014
Parágrafo desconhecido
A sua cara de pele bonita e suave como seda é acariciada pelo cabelo loiro e brilhante que a tornam tão angelical como de inimaginável. Os olhos, bonitos, verdes e grandes estão com as pupilas semi dilatadas. Na sua cama, recostada com a parte de trás da sua cabeça na cabeceira da cama olha para as palavras do livro que pega. Os cabelos caem-lhe pelos ombros dando-lhe um ar sexy e natural. Com os joelhos levantados faz uma tenda no edredão branco rendado que encaixa perfeitamente bem com a sua pele. Não ouve nada a não ser leves inspirações e expirações do seu nariz. No seu interior traz a instabilidade de um sentimento não encontrado, de um sentimento não outrora vivido. Não fossem os desencaminhadores dos pensamentos que lhe trazem o medo do desconhecido, o medo pelo próximo parágrafo do seu livro, pelo novo parágrafo da sua vida.
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