Num deserto de terra seca, onde o chão está repleto de fraguças e onde se tem medo de andar. É assim que se sente uma pessoa com um mínimo de auto-consciência. Embora demasiado tardia. O desejável é que tivesse outrora sonhado, e remotamente vivido. Porque por muito remoto que tenha sido, tinha muito potencial para desenvolver vida à sua volta. Revoltado vive este relógio de consciência que até há uns dias andava atrasado. Agora as pilhas são outras. De uma marca nova, sem apoios de ninguém. São pilhas de quem deixou para trás a beleza de outros relógios e agora procura andar sempre ao som do tempo, segundo a segundo, sem nunca atrasar o tic, sem nunca adiantar o tac.
Passou a existir o segundo certo
Fico feliz com o teu recomeço.
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